sinopse

Inspirado em O Terror de Roma, de Alberto Moravia, um par de sapatos e dois homens perdidos em cinco noites sujas e cruéis, num pequeno quarto de pensão. Tonho e Paco lutam contra e pelos próprios sonhos. Os dois caem na marginalidade, justificando-se um deles, por não ter um sapato, e o outro por ter perdido sua flauta.

 

Este espetáculo trata do estar no limite, na borda… No limite entre a normalidade e a loucura, entre humanidade e animosidade, entre a vida e a morte. E neste sentido é uma metáfora do lugar da Arte. Da Arte que só existe aí neste limiar. Que está sempre na eminência de ser engolida… Usamos, portanto, “Dois perdidos numa noite suja” para refletir este lugar perigoso. Como os personagens de Plínio, a Arte está à beira da morte… Ou, se não estiver é porque já está morta!

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